Meu filho é dependente químico; como posso ajudar?

Meu filho é dependente químico; como posso ajudar?

A internação é uma possibilidade de tratamento, quando um especialista entender necessário. A psicóloga também destaca que, mesmo que um dependente químico se comprometa a parar de usar drogas, provavelmente continuará, justamente por perder a capacidade de discernimento. Então, se a família tenta conversar com essa pessoa, que está anestesiada pelo efeito da droga, ela não tem compreensão e aceitação, explica Cleuza. Por isso, conforme o psicólogo, é comum a família adoecer junto com o dependente. Além disso, ao passo que a doença se grava, se estabelecem padrões de relacionamento na família que nutrem o problema ao invés de combatê-lo.

Buscando ajuda

Sem ele, é pouco provável que o adicto tome a iniciativa de buscar tratamento especializado e retomar o controle da própria vida. As orientações para ajudar um marido dependente químico não são muito diferentes das utilizadas para outros adictos. A negação da doença é uma postura comum em dependentes químicos, especialmente no início. Participar de reuniões como essas podem ajudar você a lidar melhor com a dependência química de quem ama.

Orientações para grupos de risco

Em alguns casos, o viciado em drogas tem na família, pelo menos um parente codependente. Nesse caso, ele não toma iniciativas para interromper o uso das substâncias e acaba sofrendo com as consequências dele clínica de recuperação de dependentes químicos junto com o usuário. Primeira coisa que você precisa saber é a família do viciado em drogas é a parte mais importante do tratamento pois vamos lá ver como a família pode ajudar um dependente químico.

Ajude a identificar o nível de dependência

A dependência química se configura também como uma doença familiar, pois afeta amplamente diversas relações e os parentes desempenham função central em sua recuperação. Sendo assim, acabam passando grande parte de seu tempo o ajudando e deixando de lado seus próprios afazeres. Geralmente, os mais afetados são os familiares dos dependentes, mas também pode acabar afetando os cônjuges, amigos ou vizinhos. Ela está relacionada a qualquer indivíduo que está em contato direto com o dependente químico, manifestando excessivas preocupações com ele, gerando assim uma dependência emocional.

Nesses casos, um dos tratamentos mais indicados é a Terapia Cognitiva Comportamental (TCC). Por meio dessa intervenção, é possível trabalhar os pontos de fragilidade e promover o autoconhecimento para superar esses problemas. Considerando o impacto emocional causado pelo consumo de drogas, a TCC como tratamento da dependência química e da depressão é uma excelente opção. Fica difícil estabelecer uma forma de ajudar um dependente químico que não quer ser auxiliado.

Com isso, o dependente sente a necessidade de usar essas substâncias de novo e em doses cada vez maiores, buscando o efeito e os prazeres que elas lhe causam. Essas estatísticas sugerem a necessidade de pensar em estratégias mais eficazes para ajudar os dependentes químicos a vencer a adição em drogas. No entanto, é preciso considerar a dependência química como uma doença crônica e multicausal.

Como a família deve agir com um dependente químico?

A família tem de apoia-lo, aconselha-lo e se fazer presente, pois é isso que vai fazer toda a diferença no tratamento. Mas também é necessário apontar a realidade aquele familiar que é dependente para que ele possa ter consciência que o mundo não gira somente em torno dele e que é preciso tratar a dependência química. Se você tem algum caso de dependência química na família ou desconfia disso, temos uma infinidade de materiais para auxiliá-lo. Para isso, siga nosso Facebook, Twitter, e LinkedIn e tenha acesso a outros conteúdos que possam ajudar.

São nesses momentos que os familiares necessitam de união para dar apoio e forças para o sujeito. Para que os responsáveis familiares desempenhem uma função mais eficiente na recuperação de seu ente querido, é necessário trabalhar, primeiramente, a visão do problema. Contextualmente, é preciso cultivar a consciência de que a dependência química é uma doença crônica que requer tratamento. Com ajuda, pode ser que o dependente químico aceite passar por tratamento para se livrar das drogas. Esse também é um processo que exige bastante compreensão e paciência da família. Mesmo nos casos em que o usuário não reconhece o vício, a família precisa demonstrar que é contra o uso dos entorpecentes e se disponibilizar a apoiar uma busca por ajuda.

Por isso, as intervenções familiares no tratamento da dependência química — e da codependencia química — são uma importante estratégia para ajudar o membro a se libertar das drogas. O bom relacionamento entre o dependente químico e seus familiares é fundamental para a sua recuperação, esteja ele fazendo uso abusivo do álcool ou das drogas. A família é um sistema dinâmico em constante transformação, que cumpre sua função social transmitindo valores e tradições culturais. O impacto sobre ela, do uso de drogas de um de seus membros, corresponde às reações que ocorrem com o próprio usuário. Esse impacto pode ser descrito em quatro estágios, pelos quais a família progressivamente passa. A dependência química é uma doença progressiva que se agrava com o passar do tempo, portanto, deve-se buscar por ajuda o mais cedo possível.

A família na dependência química pode apresentar algum nível de codependência emocional em um ou mais membros. Esse comportamento se caracteriza por uma obsessiva tendência de dedicação e cuidado ao paciente com dependência química, controlando as ações dele e deixando de cuidar de si mesmos. A rotina é uma fonte de organização não só a nível prático, mas também mental.

Nos casos em que a família não tem essa disponibilidade, é possível investir nos outros pilares do tratamento para contrabalancear. Uma das opções é investir em uma internação com equipe multidisciplinar, que conseguirá manter o suporte necessário para a recuperação do paciente. Temos uma ideia relativamente ultrapassada de que a dependência química é uma escolha individual; afinal, é o próprio usuário que opta por iniciar o uso de drogas e mantê-lo, certo? De todo modo, é importante destacar que esse acometimento não nasce com a pessoa, sendo adquirido em vivências e por algum nível de sofrimento. A recuperação de dependente químico pode demandar uma internação, mas deve considerar juntamente o trabalho em família a ser realizado após o retorno do paciente ao lar. Por isso, se a sua família está enfrentando um problema de dependência química, procure uma equipe confiável para ajudá-los.

Além disso, deixe claro que, caso o dependente queira se tratar, haverá sempre disposição para ajudá-lo. O apoio e a ajuda são atitudes fundamentais para que os dependentes tenham um tratamento positivo. Porém, é preciso saber como ajudar, pois muitas famílias acabam, sem querer, agindo como aliados do consumo e dos comportamentos inadequados. Além da dor de ver a pessoa se prejudicando continuamente, é preciso lidar com as mentiras, com o medo frequente de ela se enfiar em confusões, algumas vezes com o roubo de objetos pessoais.