O paciente apesar de estar inconsciente, ainda pode sentir dor, sendo necessário aprofundar ainda mais a anestesia para a cirurgia poder ser realizada. Para tal, o anestesista também costuma administrar um analgésico opióide (da família da morfina) como o Fentanil. Existe um mito de que a anestesia geral é um procedimento perigoso. Complicações exclusivas da anestesia geral são raras, principalmente em pacientes saudáveis.
No caso da anestesia geral, a pessoa é levada a um estado de total inconsciência, ficando até incapaz de respirar espontaneamente, sendo necessário o uso de um ventilador. Os medicamentos deixam o paciente inconsciente, promovem o relaxamento muscular, causam amnésia e insensibilidade à dor. Com isso, o paciente passa pelo procedimento e quando acorda não se lembra de nada. Quando a cirurgia se aproxima da reta final, o profissional começa a reduzir a administração dos anestésicos, preparando o paciente para retornar à consciência. A monitoração anestésica veterinária é uma etapa essencial de toda intervenção cirúrgica pelas quais passam os animais.
Também conhecida como transoperatório, é a fase na qual o anestesiologista é responsável por manter o paciente sob efeito da anestesia até o término da cirurgia. Nessa fase, medicações são administradas continuamente, pela respiração ou pela veia, para manter o paciente inconsciente, sem dor e com relaxamento muscular. No início da fase de manutenção, os fármacos usados na indução, que têm curta duração, começam a perder efeito, fazendo com que o paciente precise de mais anestésicos para continuar o procedimento. Nessa fase, a anestesia pode ser feita com anestésicos por via inalatória ou por via intravenosa. A fase de indução é normalmente feita com drogas por via intravenosa, sendo o Propofol a mais usada atualmente. Após a indução, o paciente rapidamente entra em sedação mais profunda, ou seja, perde a consciência, ficando em um estado popularmente chamado de coma induzido.
Curso de Farmacologia: Aula 11 – Anestésicos gerais – Estágios da anestesia
Esses dois grupos são ligados por uma cadeia intermediária que determina a classificação do anestésico local como amida ou éster.
Como é o processo de anestesia geral?
O bloqueio de nervos periféricos é outro tipo de anestesia regional, sendo abdominoplastia feita com a aplicação do anestésico ao redor dos nervos responsáveis pela sensibilidade e pelo movimento do membro onde vai ser realizada a cirurgia. Existem vários tipos de anestesia atualmente, sendo administradas por diferentes vias, como intravenosa (veia), inalatória, regional (somente em determinada região do corpo), combinada (regional e geral), local (realizada somente no local operado), e geral. A anestesia geral inalatória é feita pela inalação de medicamentos anestésicos na forma de gases, como óxido nitroso, isoflurano ou sevoflurano.
O que é o espaço peridural?
A primeira intervenção cirúrgica realizada com anestesia geral ocorreu apenas em 1846, quando o cirurgião John Collins Warren realizou a retirada de um tumor no pescoço. O paciente tinha apenas 17 anos e foi anestesiado com éter, administrado pelo dentista William Thomas Green. A demonstração do procedimento foi realizada no Hospital Geral de Massachusetts, em Boston (EUA), num anfiteatro que está disponível para visitação até hoje. Além disso, a sedação também pode ser profunda em que a pessoa dorme durante todo o procedimento, não se lembrando do que se passou desde que foi administrada a anestesia. A anestesia raquidiana, também conhecida como raqui, anestesia subaracnoidea ou bloqueio neuroaxial, não afeta a consciência.
Atinge a coluna lombar com uma agulha de cerca de 12cm, com largura de um fio de cabelo. Os efeitos colaterais mais comuns são enjoo, vômito e alergia ao medicamento. Em casos mais graves, o paciente pode ter uma parada respiratória, cardíaca ou ficar com sequelas neurológicas. Em resumo, a intubação é uma parte essencial da anestesia geral, criada para garantir a segurança do paciente e a função respiratória adequada durante o procedimento.
Em média, após 24 horas da cirurgia, os efeitos terminam, já que os agentes das medicações acabam sendo eliminados pelo organismo. ANESTESIA GERAL Apesar de ser uma anestesia cada vez mais segura, graças à evolução da técnica e dos medicamentos utilizados, alguns efeitos colaterais podem ocorrer, como enjoo, vômito, dor de cabeça e alergia ao medicamento anestésico. A intubação traqueal, endotraqueal ou intubação orotraqueal (IOT) é um procedimento que visa preservar a respiração do paciente durante cirurgias que envolvem anestesia geral, ou em quadros de complicação respiratória grave. A anestesia de sedação é administrada por via intravenosa e é geralmente usada em associação com uma anestesia regional ou local, de forma a aumentar o conforto da pessoa. A anestesia serve para reduzir a dor e o desconforto durante cirurgias, procedimentos médicos ou odontológicos. Esse anestésico é o que apresenta duração mais longa e sua diferença para os outros tipos é bem significativa.
A profundidade da anestesia depende do procedimento cirúrgico a ser realizado. O nível de anestesia para se cortar a pele é diferente do nível para se abordar os intestinos, por exemplo. Conforme o procedimento cirúrgico avança, o anestesista procura deixar o paciente sempre com o mínimo possível de anestésicos. Uma anestesia muito profunda pode provocar hipotensões e desaceleração dos batimentos cardíacos, podendo diminuir demasiadamente a perfusão de sangue para os tecidos corporais. O efeito cardiovascular mais proeminente da indução anestésica com propofol é uma queda súbita na pressão arterial, sendo que o componente sistólico pode diminuir 25% a 40% em relação aos valores pré-anestésicos.
Quando a cirurgia entra na sua fase final, o anestesista começa a reduzir a administração das drogas, já planejando o final da anestesia junto com o término do procedimento cirúrgico. Se há relaxamento muscular excessivo, drogas que funcionam como antídotos são administradas. Quando o paciente já se encontra com total controle dos reflexos das vias respiratórias, o tubo orotraqueal pode ser retirado. Neste momento, apesar do paciente já ter um razoável grau de consciência, ele dificilmente se recordará do que aconteceu nesta fase de recuperação devido aos efeitos amnésicos das drogas. No início da fase de manutenção as drogas usadas na indução, que têm curta duração, começam a perder efeito, fazendo com que o paciente precise de mais anestésicos para continuar o procedimento.
De acordo com Viviane, a potência da bupivacaína é quatro vezes mais forte que a da lidocaína. Neste momento o paciente já apresenta um grau importante de sedação, não sendo mais capaz de proteger suas vias aéreas das secreções da cavidade oral, como a saliva. Além disso, na maioria das cirurgias com anestesia geral é importante haver relaxamento dos músculos, fazendo com que a musculatura respiratória fique inibida. O paciente, então, precisa ser intubado e acoplado a ventilação mecânica para poder receber uma oxigenação adequada e não aspirar suas secreções. O paciente mantém a capacidade de respirar sozinho e é despertado rapidamente.
Existem diferentes tipos de anestesia, como a anestesia geral, regional, local ou a sedação, em que a aplicação do anestésico é feita na veia, no canal espinhal ou no local que se deseja tratar, ou ainda por inalação, por exemplo. Os efeitos colaterais da anestesia raquidiana Seus efeitos podem ser reduzidos com repouso (deitar-se) e analgésicos. Outros efeitos esperados são a pressão baixa, sensação de não conseguir respirar, formigamento no pós-operatório, tremores, coceira ou irritação na pele e até sonolência. A anestesia local é o procedimento anestésico mais comum, sendo usado para bloquear a dor em pequenas regiões do corpo, habitualmente na pele.
De modo geral, a anestesia é feita com uma combinação de medicamentos usados para diminuir a sensação de dor, amnésia, sedação e hipnose, imobilidade e bloqueio de reflexos. A anestesia geral é uma técnica anestésica que promove eliminação da dor, daí o nome anestesia, paralisia muscular, abolição dos reflexos, amnésia e, principalmente, inconsciência. A anestesia geral faz com que o paciente torne-se incapaz de sentir e/ou reagir a qualquer estímulo do ambiente, sendo a técnica mais indicada de anestesia nas cirurgias complexas e de grande porte.